CINEMA
Boletim da Sessão nº 699 - “Annie Hall” de Woody Allen
Sexta-feira, 28 de agosto às 21:45 no Teatro Valadares
ATENÇÃO: Lotação Limitada. Entrada Gratuita.
Locus Cinemae/Caminha
Frase dita pelo homem que viria a ganhar o Oscar de melhor filme, argumento e realizador: “What’s with all these awards? They’re always giving out awards. Best Fascist Dictator: Adolf Hitler”.
“Annie Hall” foi o filme que imortalizou Allen e Keaton. No meio de uma carreira preenchida como poucas, destacar um filme acima de outros é ridículo. Em “Annie Hall” há uma nova história de amor entre estes dois actores. A relação oficial terminou nos tempos de “Play It Again, Sam”, mas Keaton ainda era das musas favoritas de Allen e entrou num total de oito filmes do cineasta.
Aqui temos uma relação diferente de todas as que já foram interpretadas por eles. Woody interpreta um cinéfilo de bom gosto. Diane é uma pretendente a cantora muito espontânea. Conhecem-se num jogo de ténis e depressa a relação de amizade é trocada por algo mais sério. O casal incompatível irá enfrentar todos os desafios de não terem sido feitos um para o outro numa tentativa desesperada de mostrar que são.
O que tem de diferente este romance? A subtileza com que Alvy consegue um beijo merece um gigantesco aplauso. É uma perfeita combinação de auto-estima, confiança e descaramento. E na fila de cinema há um momento simplesmente perfeito, uma resposta que milhões de outros gostariam de ter conseguido aplicar tão convincentemente. Os momentos a dois, enfrentando lagostas ou aranhas fazem parte da magia real de ser um casal, ou um ex-casal. E aqui também se fala de abandonar o conforto de uma cidade para se ir em busca do amor. Porque o maior amor de Allen é a cidade e nada mais importa. Quanto à indústria da Costa Oeste diz apenas “That’s because they don’t throw their garbage away, they turn it into television shows.”
No fundo é mais um daqueles filmes de retalhos que Allen faz tão bem, mas onde a história principal é enternecedora e as pequenas histórias são sublimes. “Annie Hall” é um filme que ao primeiro visionamento pode não impressionar, considerando todo o deslumbramento causado. Mas Annie e os seus “la di da” vão entrando de forma subtil no imaginário e, no meio de tantos filmes, é dos que causa melhores lembranças, ao contrário de outros cujo visionamento é uma experiência muito agradável, mas dias depois não se recorda nem se distingue no meio da vasta cinematografia com temática similar. É do mais autobiográfico que alguém já fez e extremamente honesto, contra tudo e todos.
Nuno Reis, in Antestreia, http://antestreia.blogspot.com/
FICHA TÉCNICA:
Título original: “Annie Hall”, EUA, 1977
Realizador – Woody Allen
Argumento – Woody Allen e Marshall Brickman
Produção: Charles H. Joffe e Jack Rollins
Montagem – Wendy Greene Bricmont e Ralph Rosenblum
Fotografia – Gordon Willis
Guarda-roupa – Ralph Lauren e Ruth Morley
Música- Franz Waxman
Duração – 94 minutos
FICHA ARTÍSTICA:
Woody Allen – Alvy Singer
Diane Keaton – Annie Hall
Tony Roberts – Rob
Carol Kane – Allison
Paul Simon – Tony Lacey
Shelley Duvall – Pam
Janet Margolin – Robin
Christopher Walken – Duane Hall
Colleen Dewhurst – Mãe de Annie Hall
Marshall McLuhan – O próprio
Programação
Ciclo Play It Again
28 de agosto, “Annie Hall”, Woody Allen, EUA , 1977, Sessão 699 (M/14)
Cinema+Perto
04 de setembro, “Festival de Cans” [Galiza] – exibição de filmes em competição na edição deste ano
Local: Teatro Valadares
Cinema e Ambiente
Em parceria com Corema – Associação de Defesa do Património
11 de setembro, “A Terra por Gañar – Unha historia do ecoloxismo galego”– da associação ADEGA [Galiza] – Projeção do documentário e Colóquio
Local: Teatro Valadares
Ciclo Western
18 de setembro, “A Cidade Turbulenta”, George Marshall, EUA, 1939, Sessão 700 (s/ classificação) Local: Teatro Valadares
25 de setembro, “O Homem Que Matou Liberty Valance”, John Ford, EUA, 1962, Sessão 701 (M/12)
Local: Auditório do Museu Municipal de Caminha







Ningún comentario:
Publicar un comentario