PATRIMÓNIO
Considerações paisagistas em Oia
(119ª parte)
ENCONTROS POLIORCÉTICOS / Oia
Associação "Amigos do Mosteiro de Monfero" representou um manancial de humanismo em tempos já volvidos. A sua existência quantificada ocupa, salvo erro, o ínterim do ano de 2014 até o mês de maio de 2018. Apresentam-se assim: " No início do século XII, a mão do homem pôs a primeira pedra do que se chamou o Mosterio de Santa María de Monfero. Essa pedra, era o simbólico primeiro degrau da longa escada que conduz grande parte da humanidade ao encontro de si mesma e à procura de Deus. Os mosteiros nasceram como pequenas cidades retiradas, austeras e auto-suficientes, remansos de espiritualidade, contemplação da criação no meio da melhor natureza, locais de convivência e fraternidade. Lá dedicavam os monges o seu tempo ao "ora et labora": quinta, moinho, horta, manufaturas..., biblioteca, cantos, liturgia, escultura, pintura...Toda uma rica herança de vida quotidiana e força criadora que não queremos esquecer. Agora, no século XXI onde o homem e a mulher anseiam, mais do que nunca, se encontrarem consigo próprios e com o eterno, com as suas raízes e com a história, com a criatividade e a arte; a mão da humanidade pretende atuar de novo. Homens e mulheres unimo-nos agora para, desde o respeito e admiração por essa herança, descobrir e dar a conhecer essa bela pegada do tempo. E este o fim comúm da Associação "Amigos do Mosteiro de Monfero": que estas "pedras vivas" sejam conhecidas e reconhecidas, restauradas, conservadas e protegidas. Que, apesar de tudo, possam continuar a ser fonte refrescante de cultura, fé, música, arte e liturgia. Se quiseres nos ajudar no esforço de subir degraus na escada da história, podes contar connosco. Estamos à tua espera. Faz-te sócio ou colabora ativamente com a nossa associação".
Ao total, somavam uns 500 ou 600 aderentes dispostos a resgatar como fosse eventos vários que nutrissem a sua vontade de permanência (por exemplo, a romaria da Virgem da Cela) e o assento popular das suas petições (o que preservara em tempos já recuados de outras coisas bem piores, como a calamitosa proposta de remoção da fachada e igreja para a cidade da Coruña, acarinhada por Francisco Franco). Pouca dura da associação possibilitou o estagnamento do conjunto monástico e o advento suspeito da ACIGAL, querendo se gabar de ter estabelecido um Itinerário Cultural Cisterciense na Galiza a nível da "Charte Européenne des Abbayes et sites cisterciens" (menos…). Primeiramente honrem a sua Carta de Valores e logo falamos do resto; respeitem, por exemplo, os artigos 17, 18 ou 19 da Lei do Património Histórico Espanhol ( LPHE ), legislação estatal invadida por 12 preceitos da Lei do Património Cultural de Galiza do ano 2016, que logo, logo, haverá todo o diálogo que vocês quiserem. Estes preceitos postos em causa, muito casualmente redigidos apartir do oleamento desta ACIGAL (a simultaneidade é palavra chave, visto que o chamado FEIJOISMO acompanha de perto a existência da ACIGAL) serão postos no tapete: Artigos 21.2 / 22.5 / 39.1 / 44.1.h / 49.3 / 50 / 52 / 88.1.f / 102.1 / 115.1 / 117.1 e 2. Assim sendo, no día 15 de fevereiro de 2017 consideraram-se resolvidas essas diferenças a favor, obviamente, da NÃO INVASÃO COMPETENCIAL. Mas a farsa ainda continua, não sendo casual que ACIGAL mantenha planos de invasão urbanizadora nas "suas propriedades", como se nada fosse, e que este senhor emperiquitado chamado Feijóo queira dissolver todos os direitos de um qualquer queixoso, de um qualquer contraditório. A tal dita invasão competencial foi iniciada por uma Lei do Património de Madrid ( Lei 3/ 2013, de 18 de junho, de Património Histórico da Comunidade de Madrid ) que julgava que poderia passar "a frente" na arquetípica chularia dos ditos "entre iguais". Chularia contestada, marcada e travada pela lógica dos mais centrados nesta Espanha incumpridora. Uma Sentença do Tribunal Constitucional oportuna dava asas e oxigénio à normativa equilibradora que, finalmente, restaurara as coisas (STC 122/ 2014, de 17 de julho, já incorporada como doutrina). Com data de 26 de julho de 2016 encontraram-se uns e outros na primeira reunião da Comissão Bilateral de Cooperação entre a Administração Geral do Estado e a Comunidade Autónoma de Galiza, sendo o pano de fundo a dita invasão de títulos competenciais estatais (como tinham referido os artigos 149.1.28 e 149.2 da Constituição Espanhola). A coisa vem de longe, dado alguns quererem ultrapassar ou preterir boas leis generalistas (LPCG de 1995; LPHE de 1985) e dar passo a um novo ciclo tijoleiro sem entraves, com muita "simplificação" e forte presença de argumentos políticos neoliberais. Mosteiro de Monfero é mais uma vítima desse FEIJOISMO, sendo que os passos dados só beneficiam às futuras políticas que, aliás, querem se iniciar em Oia desde uma consignatária de Vigo. Continuaremos a falar de Monfero.


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