24/10/2016

CULTURA

PATRIMONIO

A palestra de Xoán R. Carnero Fernández “Perico”   


Xoán Ramiro Carnero Fernández - a dereita da imagem - apresentou ao público um notável trabalho: “Conflitos Bélicos na Raia do Baixo Miño (1640-1668)”
Foto: José Buiza Badas

José Buiza Badas

 Organizada pola Comissom António Fernández e o Concelho de Tominho, apresentou-se ao público um notável trabalho da parte do Xoán Ramiro Carnero Fernández. Esta meritória aportaçom constitui mais um repositório para o estudo histórico e patrimonial cingido aos “Conflitos Bélicos na Raia do Baixo Miño (1640-1668)” e, sem dúvida, mais um complemento para a ligaçom prática entre a história propriamente dita e a interpretaçom arquitetónica. 

 Dividido em 5 Capítulos, analisa em pormenor os momentos iniciais da guerra (1640- 1642); a queda de Salvaterra (1643) e a generalizaçom bélica no Minho (1644); Parêntese de 11 anos e reforço construtivo de fortificaçons (1645-1656); Ofensiva galega sobre a planície valenciana, Salvaterra- Monção e o corredor de Arcos de Valdevez até o rio Lima (1657-1662); Resposta portuguesa: Queda de Goiám, avanços e pilhagens na Guarda, Valminhor e Val do Fragoso, bem como o fim da guerra (1663-1668). 

 O conferencista abrilhantou com alguma dica humorística este acto e manteve sempre em alto a atençom dos numerosos assistentes. É de sublinhar a ajuda dos conteúdos visuais, a georreferenciaçom, os novos planos de fortes, a cartografia, sendo também de salientar as dúvidas que se colocam a interessados e pesquisadores sobre algumas questons: Bateria de Camposancos (entrincheiramento comprido ou forte terreiro?); Torre de Nogueira; Forte do rio San Martinho ( forte ou bateria de parapeito?); Atalaia de Passos, em Cerdal; Ponte de barcas de Caracois, em Valença; Fortins perto de Ponte da Barca. Todavia, nom há mençom à Torre dos Ratos em Goiám (perfeitamente desculpável, dado que nom existe). 

 Relativamente à Guarda, o autor fornece dados novos do maior interesse aquando a vila foi alvo de Aproches (aproximaçom do sitiante abase de trincheiras, artilharia, sapadores e trabalhos de minagem). Igualmente, apreciamos a planta da Fortaleza de Sta. Cruz, obra de Vicenzo Coronelli em 1706, curiosamente regularizada nos seus 4 baluartes e somente com 1 revelim. É chamada de “ Fortezza”.

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