Bateria de Camposancos, esquadrinhando um espaço extremo
Plano da situación de unha batería en Camposancos, fronte o forte de A Ínsua.
Archivo Histórico Militar (Copia no arquivo privado de Jaime Garrido Rodríguez)
José Buiza Badás
Calcorreando aquela área ponteira e quase que envolvida polas ondas, adivinhamos e sentimos a presença de algún tipo de batería costeira feita em torrom. Talvez com algumhas componentes pétreas (há-as de facto…), soterradas, esparsas e escassas. A 1.000 metros quase que exactos das Ínsuas Maior e Menor, erguera-se um posto defensivo militar cuja calicata arqueológica nunca tivo efeito. Um dobrado geográfico em papel, bem prístino por sinal, fai constância da sua existencia.
Presentemente, temos uns mínimos dados a salientar, sujeitos a posteriores verificaçons que marquem certezas científicas. Por isso, será conferível a existencia de umha espécie de baluarte terreno sureste de 45 metros lineares a se encontrar em angulaçom com umha outra projeçom recta de uns 20 metros. Pinhos seriados ponteiam as encimeiras e escondem talvez essa realidade.
Mas aquí a suspeita principal balança sobre a hipótese da batería conformar um espaço de entre 5.000 e 6.000 metros quadrados, obreelevados da antes citada edentura em terra. Num plano superior, este ámbito estaría perimetralmente circuitado polo passeio em tabuado de madeira alí presente. Ademais, a sua planimetría podería abranger um quadrado ou trapezoide imaginário. Com todas as reservas e com todas as sismas e intuiçons, aquele pinhal extremo insinúa-nos algo mais do que um local ao acaso abanado polo vento.
Pertencendo ao mundo FORTRANS e olhando para a Ínsua, era obvio que estivesse munida aquela batería de umha estrutura de mínimos. Sendo cientes da presença de algumha pedra ou pedras regulares, com feiçom propositada, naquele lugar, era bom submeter a zona a um penteado apurado e profundo que resolvesse de vez se foi tido em conta algún canto angulado em pedra, a modo de reducto, se possuia paliçadas ou parapeitos, se tinha naquela altura algumha vera e mínima artilharia de alcance. Lembrem que para a defesa marítima exigiam-se morteiros e pedreiros de tiro curvo ou, no seu caso, culebrinas, meias culebrinas e sacres afincados em terra, com tiros de 400 metros, 300 m. e 250 m., respectivamente. É difícil contudo imaginar esta batería com canhons de curenha ou carreta, específicamente encarregados à Fundiçom militar de Liérganes para tal fim e tal posto. Cabe pensar também numha guarniçom ou destacamento com fins meramente dissuassórios e limitados.
Enfim, a pesar dos prolongados estudos sobre esta realidade transfronteiriça, persistem dúvidas que só beneficiam á lenta máquina administrativa de Compostela.

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