19 de xul. de 2026

CULTURA

APRESENTAÇÃO DE LIVRO "ARREDOR DO FERRUXO" EM VILAR DE MOUROS




Por Basilio Barrocas

 Apenas um curtíssimo vídeo que abriu a apresentação do livro “Arredor do Ferruxo”, em Vilar de Mouros, em 24 de Junho último.

 Ferruxo mais não é que Manuel Vasquez de la Cruz, “Manolo” para os amigos, um galego com profundas raízes familiares vilarmourenses, neto de Serafim António da Cruz que, por sua vez, é irmão da minha avó paterna, Olívia Clementina da Cruz e de mais sete outros filhos de José Manuel da Cruz, o maior impulsionador da Fábrica de Loiça Vilarmourense.

 Este livro consta de vários pequenos textos, escritos por 26 pessoas, incluindo eu próprio, compilados pelo “Manolo” e seu amigo Fernando Salgado Varela, relatando episódios diversos das suas vidas, de familiares e conhecidos, com destaque para denúncias de terríveis crueldades, assassinatos e outros crimes praticadas pelo franquismo.

 O objetivo mais não é do que alertar sobretudo os jovens para perigos que, tudo o indica, se perfilam no horizonte, por todo o mundo, desvalorizando a democracia, a vida e os direitos humanos, a solidariedade e a justiça, acabando com a força da razão em detrimento da razão da força. Parabéns ao primo Manuel Vasquez de la Cruz e ao Fernando Varela pelo excelente trabalho que fizeram. Não tenho dúvidas de que se vive uma conjuntura muito complicada e perigosa.

 Resta-me agradecer a presença do Luís Almeida, diretor do Caminha 2000, que já publicou uma pequena reportagem sobre este evento, bem como à Junta de Freguesia de Vilar de Mouros pela cedência do espaço e pela presença do seu presidente e tesoureiro, respetivamente José Maria Barros e Raúl Torres.

 Um obrigado igualmente aos muitos amigos galegos que acompanharam o Ferruxo. Um forte abraço a todos vós.

Resposta de Manolo Ferruxo

 Primo, querido, cóntanme que os nosos antergos cantabanlle a lúa chea desde unha barca no meio do río Coura. É bonito só o pensalo.

 Ao ler o teu escrito fiquei moito contento.

 No libro há un escrito teu, un poema precioso de Olinda Estévez e un saúdo da miña compañeira e amiga Nuna Vasconcelos.

 Pretende ser un libro de xente do común. De netas e netos de persoas que o pasaron moito mal pero tamén quere transmitir a alegría de vivir.

 Obrigado. Esa palabra que a min paréceme preciosa do idioma do meu avó.

 Quero que saibas que Serafín da Cruz deu as dúas patadas no cú polas que tivo que pagar 50 pesetas porque trataron de insúltalo pola orixe do seu nacimento.

 Caro amigo e parente aí vai polo ar un abraço enorme.

 Tamén leva un dito cheo de forza.

 Fascismo nunca mais!!!

 Olla, a maiores, qué bonito é ser raiano, miñoto e qué fermoso é Vilar de Mouros.

 Tamén un cordial saúdo ao señor Almeida e se te fora posíbel mándame o que el escribiu.

 Vou pedirlle a meu amigo Ricardo que o publique en Infogauda.

 Xa sabes que eu son rico en lugares queridos:

 San Bartolomé, meu barrio. Ribadelouro e Vilar de Mouros, miñas aldeas.

 O Porriño donde nacín.
 
 E Tui a señora do río Miño o noso río.

 Agora unha aperta que é como din que se dí abrazo en galego.
 
Xa sabes, a casa, a miña, ten sempre a porta aberta e un anaco de pan na mesa.

Emocionado hasta a bágoa.

Grazas, grazas. Obrigado.

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