8 de dec. de 2016

A GUARDA

PATRIMONIO

Umha aposta pola curta “O Castelo da froita”    

A Porta da Vila, da Fortaleza de Santa Cruz, de A Guarda (Pontevedra), vista desde o interior do recinto fortificado
Foto: Infogauda


José  Buiza  Badas / A Guarda

 Os vizinhos lembram-se do Castelo à maneira deles, como de antes. Referem na curtametragem o modo e maneira como ultrapassavam os avisos dos maiores no relativo à mina perigosa que lá estava, a floresta intramuros que alimentava toda fantasia, os frutos que recolhiam, entre os quais castanhas,  laranjas,…, e essa sensaçom de escape, de algo proibido. Incidem nos câmbios havidos por mor da reabilitaçom da fortaleza e receiam  perder aquela parte da sua infância ligada ao  jardín selvagem.    


 Sara Traba Rotea tem realizado este pequeño documentário com frescura e espontaneidade da parte dos intervinientes. Existe um sentimento difuso de perda latente na memória, talvez na coletiva. Alguns deles esperam renitentes o dia em que tenham de confrontar a realidade. Era o Castelo agochado, um espaço bem particular onde fugir a situaçons menos confortáveis. Um arvoredo onde ocultar as pertenças do coraçom.   

 Dous  passadiços!! Até a velha atalaia e praia de Area Grande, nem mais. Isso dava para muita pesquisa arqueológica, com licença do atual PXOU. Isso é um estalo na conciência de todos. Apesar dessa cacarejada reabilitaçom, matizada, incompleta e excesivamente badalada, os passos a seguir deviam focalizar-se nestes pormenores de sabor local, de usos e costumes. Trençando isto todo num plano de convergência, facilitar-se-ia o acesso dos populares, da gente, às suas posses patrimoniais para com isso acabar com o presépio “cultural”.  

 Um esconderijo acastelado onde se elencava umha fonte, cadeiras em pedra azulejadas, mosquetons e outras valências. Um sinal de claro descuramento da parte dos particulares que acabou com o edificado interior, nom fugindo a isso nem sequer a capela central. A verdade seja dita. Santa Cruz precisa de clareza e do concurso individual e coletivo, das suas  aportaçons. Seja bemvinda esta curtametraxe da Telearqueologia.  

Ningún comentario: