14 de nov. de 2015

A GUARDA

PATRIMONIO

Arquitetura Militar como pedagogia e a sua aplicaçom ao Castelo de Santa Cruz

 Porta da vila, na Fortaleza de Santa Cruz (A Guarda)
Foto: Infogauda

José Buiza Badas

 Civil, Religiosa ou Militar, a arquitectura subdivide as manifestaçons construtivas numha miríada de expressons edificadas variadíssima. Os castelos medievais se manifestarom fortalezas aquando os desenhos quinhentistas se abriram ao método romano e a neurobalística se fijo pirobalística. Este fenómeno espalhou-se  por todo o lado, estivo em voga e remediou as deficiências dos velhos recintos medioevos. Sem embargo, mantenhem-se preconceitos absurdos relativamente aos fortes e ao  futuro da  castelhologia, como se fossem espaços reservados à marginalidade ou ao esquecimento.

  Castelo de Santa Cruz precisa dumha metodologia que o insira definitivamente em dois roteiros transversais e um outro estático: Fortrans, Caminho  Português da Costa e Estuário-foz do Minho. No momento presente, dá-se primacia a um historicismo repetitivo que tira interesse a outros aspectos inerentes a esta fortaleza, como som as componentes arquitectónicas e paisagistas, planimetrias similares à de Sta. Cruz noutros lugares e a ultrapassagem de argumentos meramente arqueológicos na matéria que nos ocupa.

 Um Plano de Gestom amplo, abrangente,   que satisfaga a todos passaria por artelhar estescitados roteiros geográficos sob um patrom comum;  implementar modelos  museográficos e museológicos correntes (em rota de colisom com o actual modelo de visitas existente…) e a própria apertura do forte à história local. Na realidade, estabelecem-se anéis concêntricos de actuaçom, passíveis de serem alargados. Por exemplo, a inclusom na Fortrans marítima das baterias do Alto Minho orientadas para o mar (senom, Bragandelo ou Pereira nom teriam cabimento nesse sistema…), um protocolo compartilhado polas  câmaras de  Caminha e A Guarda para a manutençom económica a meioprazo de locais, digamos, comuns para a oferta turístico-patrimonial (vejam assim, Colégio dos Jesuítas da Passagem, Ínsua, o próprio C.I. de Sta. Cruz,...); umha procura de canais de financiamento a três bandas, provincial,estatal e europeia, realistas, moldados às necessidades imponderáveis que podam surgir nos próximos tempos e no intuito de poder dizermos que nom sonhamos acordados ou que nom som razons tresloucadas.

 Dito isto, insistirmos na natureza amena, de interesse, que  deviam ter tido aquelas Visitas-guiadas cujo fundamento nom era outro senom espremer ao máximo os “méritos” d um jardim acastelado, e mais nada, para além da cereija final dum historicismo que até produz fastio. Um condutor de visitantes, figura um tanto verticalista, deve suscitar interrogantes, falar de cousas inesperadas relativas ao Castelo, ponher na língua dos “formandos” questons do todo guardês, explicar tintim por tintim as componentes de um forte do século XVII e criar e recriar um universo poliorcético que garanta o regresso desses visitantes.

 Qué sociologia tem Santa Cruz? Nengumha, até nom se  libertado o seu espaço. Qual a ubiquidade actual do forte? Nengumha, por nom  existirem laços reais num FORTRANS escrito em letra negrita mas sem blindagem patrimonial real. Nom é exagero.

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