CINEMA
Boletim da Sessão nº 696 - “O Atalante” de Jean Vigo
Sexta-feira, 07 de agosto às 21:45 no Teatro Valadares
ATENÇÃO: Lotação Limitada. Entrada Gratuita.
Locus Cinemae/Caminha
«L’Atalante» (1934), de Jean Vigo, conta precisamente uma história de amor assim. Faz parte de muitas listas dos melhores filmes, uma distinção que obscurece o quão realista é, o quão direta é a sua narrativa sobre um casamento recente que tem um início instável.
O realizador francês François Truffaut apaixonou-se pelo filme numa tarde de sábado de 1946, quando tinha 14 anos: «Quando entrei no cinema, nem sequer sabia quem era Jean Vigo. Fui imediatamente tomado por um entusiasmo desenfreado pelo seu trabalho.» Ao ouvir um crítico atacar outro filme por «cheirar a pés sujos», Truffaut considerou isso um elogio e pensou em Vigo e na vida pungente que este evocava numa barcaça de um canal francês.
Truffaut viu a obra da vida de Vigo naquela tarde em Paris; no total, somava menos de 200 minutos. As lendas rodopiavam em torno do realizador, que morreu de tuberculose aos 29 anos, apenas alguns meses após a estreia. Já famoso por «Zero en conduite» (1933), estava tão doente quando realizou «L’Atalante», durante um inverno invulgarmente frio, que por vezes dirigia a partir de uma maca: «É fácil concluir que ele estava numa espécie de febre enquanto trabalhava», escreveu Truffaut, e quando um amigo lhe aconselhou que cuidasse da saúde, Vigo respondeu que «não tinha tempo e tinha de dar tudo de imediato».
rogerebert.com/reviews/great-movie-latalante-1934 (Trad. e adapt.)
FICHA TÉCNICA:
Título original: “L’Atalante”, também “Le Chaland qui passe”, França 1934
Realização: Jean Vigo
Argumento: Jean Vigo, Albert Riéra, baseado em história de Jean Guinée
Produção: Jacques-Louis Nounez
Fotografia: Boris Kaufman
Montagem: Louis Chavance
Música: Maurice Jaubert
Produtora: Argui-Films
Duração: 85 minutos
FICHA ARTÍSTICA:
Michel Simon — Le père Jules
Dita Parlo — Juliette
Jean Dasté — Jean
Gilles Margaritis — Le camelot
Louis Lefebvre — Le gosse
Maurice Gilles — Le chef de bureau
Raphaël Diligent — Raspoutine, le batelier (como Rafa Diligent)
Programação
Ciclo Play It Again
07 de agosto, “O Atalante”, Jean Vigo, França, 1934, Sessão 696 (M/12)
14 de agosto, “Sentimento”, Luchino Visconti, Itália, 1954, Sessão 697 (M/12)
21 de agosto, “A Sede do Mal”, Orson Welles, EUA, 1958, Sessão 698 (s/ classificação)
28 de agosto, “Annie Hall”, Woody Allen, EUA , 1977, Sessão 699 (M/14)
Cinema Concerto
05 de agosto, “Festas de Santa Rita de Cássia” + “O Evadido” com Charles Chaplin (1917) + “Uma Semana” com Buster Keaton (1920)
Músicos: Ricardo Pereira, Joaquim Ribeiro, José Meira e Luís Pimenta
Local: Praceta do Rebelinho
20 de agosto, “Aurora” de F.W. Murnau (1927) Músicos: Ricardo Barroso da Costa e José Paulo Ribeira
Local: Praceta do Rebelinho
26 de agosto, “Nosferatu” de F.W. Murnau (1922) Músicos: Zé Diogo
Local: Teatro Valadares
Cinema+Perto
11 de agosto, “Mostra de Cinema do Rosal” [Galiza] – exibição de filmes em competição na edição deste ano
Local: Praceta do Rebelinho
04 de setembro, “Festival de Cans” [Galiza] – exibição de filmes em competição na edição deste ano
Local: Teatro Valadares
Cinema e Ambiente
Em parceria com Corema – Associação de Defesa do Património
11 de setembro, “A Terra por Gañar – Unha historia do ecoloxismo galego”– da associação ADEGA [Galiza] – Projeção do documentário e Colóquio
Local: Teatro Valadares







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