7 de ago. de 2026

CAMINHA

 CINEMA

Boletim da Sessão nº 696 - “O Atalante” de Jean Vigo 

Sexta-feira, 07 de agosto às 21:45 no Teatro Valadares

ATENÇÃO: Lotação Limitada. Entrada Gratuita.




Locus Cinemae/Caminha

 «L’Atalante» (1934), de Jean Vigo, conta precisamente uma história de amor assim. Faz parte de muitas listas dos melhores filmes, uma distinção que obscurece o quão realista é, o quão direta é a sua narrativa sobre um casamento recente que tem um início instável.  

 O realizador francês François Truffaut apaixonou-se pelo filme numa tarde de sábado de 1946, quando tinha 14 anos: «Quando entrei no cinema, nem sequer sabia quem era Jean Vigo. Fui imediatamente tomado por um entusiasmo desenfreado pelo seu trabalho.» Ao ouvir um crítico atacar outro filme por «cheirar a pés sujos», Truffaut considerou isso um elogio e pensou em Vigo e na vida pungente que este evocava numa barcaça de um canal francês.  

 Truffaut viu a obra da vida de Vigo naquela tarde em Paris; no total, somava menos de 200 minutos. As lendas rodopiavam em torno do realizador, que morreu de tuberculose aos 29 anos, apenas alguns meses após a estreia. Já famoso por «Zero en conduite» (1933), estava tão doente quando realizou «L’Atalante», durante um inverno invulgarmente frio, que por vezes dirigia a partir de uma maca: «É fácil concluir que ele estava numa espécie de febre enquanto trabalhava», escreveu Truffaut, e quando um amigo lhe aconselhou que cuidasse da saúde, Vigo respondeu que «não tinha tempo e tinha de dar tudo de imediato».  

rogerebert.com/reviews/great-movie-latalante-1934 (Trad. e adapt.)     

FICHA TÉCNICA:  

Título original: “L’Atalante”, também Le Chaland qui passe”, França 1934  

Realização: Jean Vigo  

Argumento: Jean Vigo, Albert Riéra, baseado em história de Jean Guinée  

Produção: Jacques-Louis Nounez  

Fotografia: Boris Kaufman  

Montagem: Louis Chavance  

Música: Maurice Jaubert  

Produtora: Argui-Films  

Duração: 85 minutos    

FICHA ARTÍSTICA:  

Michel Simon — Le père Jules  

Dita Parlo — Juliette  

Jean Dasté — Jean  

Gilles Margaritis — Le camelot  

Louis Lefebvre — Le gosse  

Maurice Gilles — Le chef de bureau  

Raphaël Diligent — Raspoutine, le batelier (como Rafa Diligent)




Programação

Ciclo Play It Again   

07 de agosto, “O Atalante, Jean Vigo, França, 1934, Sessão 696 (M/12)  

14 de agosto,  “Sentimento, Luchino Visconti, Itália, 1954, Sessão 697 (M/12)  

21 de agosto, “A Sede do Mal, Orson Welles, EUA, 1958, Sessão 698 (s/ classificação)  

28 de agosto, “Annie Hall, Woody Allen, EUA , 1977, Sessão 699 (M/14)

Cinema Concerto   

05 de agosto, “Festas de Santa Rita de Cássia” + “O Evadido” com Charles Chaplin (1917) + “Uma Semana” com Buster Keaton (1920) 

Músicos: Ricardo Pereira, Joaquim Ribeiro, José Meira e Luís Pimenta 

Local: Praceta do Rebelinho  

20 de agosto,  “Aurora” de F.W. Murnau (1927) Músicos: Ricardo Barroso da Costa e José Paulo Ribeira 

Local: Praceta do Rebelinho  

26 de agosto,  “Nosferatu” de F.W. Murnau (1922) Músicos: Zé Diogo 

Local: Teatro Valadares     

Cinema+Perto   

11 de agosto, “Mostra de Cinema do Rosal” [Galiza] – exibição de filmes em competição na edição deste ano 

Local: Praceta do Rebelinho  

04 de setembro,  “Festival de Cans” [Galiza] – exibição de filmes em competição na edição deste ano 

Local: Teatro Valadares        

Cinema e Ambiente 

Em parceria com Corema – Associação de Defesa do Património  

11 de setembro, “A Terra por Gañar – Unha historia do ecoloxismo galego”– da associação ADEGA [Galiza] – Projeção do documentário e Colóquio 

Local: Teatro Valadares




Da sessão anterior:

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