21 de abr. de 2018

VALENÇA DO MINHO

PATRIMONIO

Candidatura de Valença do Minho a Património da Unesco
(Parte  II) 


ENCONTROS  POLIORCÉTICOS / Valença do Minho  

 O nome e as angulações dos baluartes são estas: começamos pelo bastião mais meridional chamado de São Jerónimo (72 graus) e, continuando pela vertente oeste da fortaleza segue-se o e Sta. Ana (66 graus). Um meio baluarte e outro oposto confinam o fosso entre as duas grandes plantas poligonais de Valença. Logo a seguir, temos o baluarte da Lapa (90 graus), o baluarte de São João (com angulação obtusa de 140 graus); baluarte do Carmo (90 graus perfeitos) e do Socorro (65 graus). Já na vertente Leste, dispõem-se o baluarte de São Francisco  (110 graus), baluarte do Faro (96 graus), baluarte da Esperança (68 graus), o meio baluarte de Santo António (com 79 graus) e, finalmente, o baluarte de Sta. Bárbara (76 graus). De salientar igualmente as golas, algumas delas não propriamente gargantas: São Jerónimo (28 metros), Sta. Ana (16m), Lapa (30 m), São João (68 m), Carmo (30 m), Socorro (20 m), São Francisco (63 m), Faro (54 m), Esperança (22 m) e Sta. Bárbara  (18 m). As congruências dos ângulos flanqueados, tirando as dos baluartes do Socorro e Faro, são boas e oferecem  bissetrizes regulares.


 Os revelins (Coroada; Fonte da Vila; da Gaviarra; das Portas do Sol e um outro, bem maior, possível duplo revelim) junto destes bastiões enformam as plantas maiores e os perímetros: a Coroada, com 1.200 metros  e a Vila ou Magistral, com 1.600 metros de contorno. Conviria aliás falar duma obra externa baterística que existiu em tempos, 3 unidades a compunham, que alargavam as áreas todas e reforçavam o complexo militar para além dos caminhos cobertos.


 O sistema de vãos sistematizava-se nas portas de acesso e trânsitos, poternas, túneis com entrada e saída e portas secundárias. Por exemplo, a Porta da Coroada registava um espessor de 22 passos (18 metros); a Porta do Meio tinha 17 passos (quase 14 metros) e a Porta do Sol, de 20 metros entre muralha e contramuralha,  ava um alambor do 15% em muros de entre 12 e 15 metros de talude. 



 De destacar, as águas trazidas do Monte do Faro, canalizadas intra e fora de muros, conformando belos e elegantes sistemas de condutas, regueiros em pedra, lavadoiros,  fontes. A inspiração  francesa  é  notável, dada a importância que os galos deram sempre à “L´eau au château”.

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