09/02/2017

BAIXO MIÑO

OPINIÓN

Poliorcética não é Militarismo  



ENCONTROS  POLIORCETICOS

 Cá, nestas bandas minhotas, as possibilidades do Turismo Militar não são predecíveis, justamente por serem infindáveis. Porém, põem- se entraves a hipóteses certas neste campo, adiam-se projectos e protelam-se sem fim abordagens de conjunto. Presentemente, existem ainda condicionantes que afastam aos públicos espanhóis da sua história militar, prendendo-se isto do facto de se aplicarem, por exemplo, duas versões ao próprio resultado duma contenda recente, registada entre os anos de 1936-39 do século passado. E não só, dado que esse cainismo, essa dualidade, vem alastrando desde o século XIX, extintos o quase extintos os episódios da gesta militar espanhola por esse mundo fora. Afinal, a distância e o diferendo se não diminuiu, ou não cauterizou. 

 Ponhamos só um exemplo em Tominho. Agrupam-se neste concelho alguns fortes em torrão que suscitam o imediato interesse do visitante. Vejam então Amorim, Nª Sra. Da Conceição, Chagas, ocultos pela mata ou pelo novo casario; Medos imponente ou o pétreo São  Lourenço. Que se  passa com eles? Quem interveio nos sítios e quem não? Que desculpas de mal pagador se interpuseram entretanto? Quais as dotações orçamentais das diferentes administrações públicas para, afinal, não  tocar nos antes citados nem por sombras?Descuradamente, pôem-se de parte pre-existências que falam de Guerras Perdidas e, em paralelo, buscam-se desculpas de toda ordem para não reabilitar tais lugares. De novo, encontram-se DONA PERDA e DOM ANTIMILITARISMO. Este foi um comportamente recorrente, para além de razões bem mais peregrinas e materiais. 

 A Poliorcética tem um papel neutral e interpretativo, asséptico, sem figuras tristes que, agora, querem deitar abaixo uma história que por história é imutável. Parvo aquele que queira mudar factos passados com o recurso à docência atemporal e pretensamente educadora. Na Europa, grupos e associações sem fim deram corpo teórico a algo de que organicamente sentem-se parte. Franceses, alemães, italianos ou americanos som agora amigos.

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