31 de mar. de 2016

PORTUGAL

PATRIMONIO

Forte de S. Jorge de Oitavos, em Cascais



José Buiza Badás


 Ergue-se nos anos quarenta do século XVII, fazendo seriaçom costeira e cruzamento de fogo com S. Bráz de Sanxete e o forte de Nª Sra. da Guía. Constitui um  IIP por Decreto de 21 de Dezembro de 1974 e visualiza-se  desde a estrada  N-247 com toda clareza, com lat. 38,699 e long. -9, 468. As suas características mais salientáveis estám no cromatismo, no tamanho um bocado maior que os outros ou talvez na sua planta, cujo polígono externo é pentagonal, tendo umha linha externa parapeital de quatro lados. Cingindo-nos a esses planos até poderiamos apreciar umha junçom de dous trapézios: O das inter-guaritas e o da bateria.

 Assim sendo, constamos dum perímetro parapeital externo de 150 metros, bem como de um recinto em pentágono cujo comprimento total é de 125  metros. A superficie de S. Jorge de Oitavos, do recinto, é de 758 metros quadrados. Também, registamos 5 dependências interiores às que se chega por trânsito  abobadado, encimado polo caminho de ronda ou adarve, da sua vez sustentado por mísulas de navío. Lá, repara-se em escadas de umha dozena de degraus a  atingirem o patamar correspondente às guaritas e ao adarve a toda a volta. Som as chamadas obras de comunicaçom que unem alturas diversas nos fortes.

 A bateria tem 5 troneiras e lajeado regular no chán. Nas guaritas, recolhemos pormenores como os do cupulim de menor diámetro que o seu acornijamento correspondente; corpos cilíndricos e lámpadas de 4 círculos ou molduras concêntricas de penduro, ao encontro de cunhais regularizados e canteados. Também, estas guaritas situam-se en perfís desiguais relativamente à projeçom linear dos muros.

 A porta de acesso é de meio ponto, com flanqueio de pilastras em avanço que querem patentear algún afiguramento de frontom quebrado curvo a ladear também inscriçom e escudo coroado de Portugal. Aduelagem e jambagem contenhem peças regularizadas de calcário. No entanto, o aparelho dessa caliça é predominantemente ordinário, disfarçado por essas camadas de emboço e revoco em todo lado, de tons monócromos amarelados, à tarde alaranjados, a constrastar com outras cores cinzentas.

 Tem um louvável espaço museístico, com painéis, amontras, fardas e teatralizaçom estática de aspectos diversos da vida nos fortins daquela época. A entrada tem gratuitidade e o horário é amplo, das 10,00  h. às 17,00 h., terça feira a domingo. Tirem ilaçons disto…

RPI  “Um  Croco….no Minho”

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