Arcos de Valdevez acolheu World Café do projeto europeu GI-SMART
A sessão reuniu produtores de produtos com Indicação Geográfica (IG) e Especialidade Tradicional Garantida (ETG) do MinhoMónica Mota Lopes / Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez acolheu um World Café no âmbito do projeto europeu GI-SMART – Geographical Indications’ Contribution to Smart Territorial Development and Sustainability.
A sessão reuniu produtores de produtos com Indicação Geográfica (IG) e Especialidade Tradicional Garantida (ETG) do Minho, bem como consumidores, para refletir sobre o valor, os desafios e o futuro destes produtos qualificados nos territórios.
Presente no encontro, a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Emília Cerdeira, destacou o mérito do projeto, sublinhando que esta iniciativa vai ao encontro do trabalho que o Município tem vindo a desenvolver na proteção e promoção da Cachena da Peneda DOP, bem como na valorização dos produtos locais de forma mais abrangente, com especial destaque para o feijão tarreste.
O World Café permitiu recolher contributos relevantes de produtores e consumidores sobre a perceção, a valorização e o papel dos produtos certificados na sustentabilidade económica, social, cultural e territorial, reforçando a importância de abordagens participativas na definição de estratégias futuras.
O projeto GI-SMART é financiado pelo Horizon Europe e visa reforçar o contributo das indicações geográficas para o desenvolvimento sustentável, a valorização territorial e a melhoria das políticas públicas neste domínio.
A ação foi desenvolvida por um grupo de investigadores da Universidade de Évora, liderado pela Professora Maria Raquel Lucas, no quadro do trabalho científico que esta instituição integra no projeto, em articulação com o MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento e CEFAGE.
O consórcio internacional GI-SMART reúne 17 parceiros de 10 países e pretende produzir evidência útil para produtores, consumidores, decisores políticos e comunidades locais.
Para o Município, a realização desta ação em Arcos de Valdevez confirma a relevância do Minho enquanto território atento à valorização dos seus recursos endógenos, à preservação da autenticidade alimentar e à promoção de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, inteligentes e enraizados na identidade local.
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