2 de dec. de 2015

A GUARDA

PATRIMONIO

Um mercadinho de Natal no Castelo

Vista parcial do interior da Fortaleza de Santa Cruz, no municipio de A Guarda (Pontevedra)
Foto: Infogauda

José  Buiza  Badás

 Colocam-se perguntas e questons em todo o que tenha a ver com usos e disponibilidades factíveis num espaço público como o da fortaleza. Na nossa cabeça sorteiam-se imaginárias aplicaçons de conteúdo prático que podam vir a assentar o manuseado problema do número de  visitantes. Temos insinuado algumha experiência piloto para a iluminaçom exterior das muralhas, ainda que parcial e de obrigada servidom orçamental, abase dumha projeçom faseada que visualize aparelhos e claroscuros.Em simultâneo, convém  empre considerarmos o carácter nom exclusivamente “turístico” do assunto que nos ocupa, visto que este banaliza de algumha maneira a gestom de excelencia neste Castelo. Assim expondo, e tendo em conta que já houbo em tempos um mercadinho ou zacatín lá dentro,  nom era despropositado chamar a atençom dos guardenses e turistas por forma a apoiarem a concretizaçom dumha feira natalícia onde ficassem bem definidos o loteamento espacial das barracas ou stands, bem como as licenças e condiçons para a sua higiene, arrumaçom e segurança. Humanizando este ámbito em períodos concretos, pontuais, do calendário neutralizar-se-ám os vácuos de visitas que poderám vir a acontecer ao longo das estaçons. Certo será que esta proposta encontrará opositores, mas muito mais certo é constatar os problemas iniciais decorrentes deste lançamento patrimonial e turístico, aparentemente resolvidos com doses de infundado entusiasmo. 
 Esta fortaleza terá picos de afluência, altos e baixos conforme bom ou mal tempo; sem embargo o próprio protocolo e cerimónia que subjaz no Natal obriga a muitas pessoas a cumprirem com elas. Som regras inclusivamente de mercado tácitas, assentes na tradiçom de crentes e nom crentes, que suscitam o encontro. Encontro talvez amenizado com escenificaçons por todos aceites que dariam conferimento à missom última de um espaço necessariamente público e musealizado. Nesse sentido este mercado aliar-se-ia com a tradiçom, com a nossa vila e com a centralidade do Castelo, hoje minorizada mercé de planos urbanísticos que agocharom o que dantes destacava e era outeiro.

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