7 de xul. de 2017

PATRIMONIO

Um plano ilustrado no Alto de Sam Salvador (Monterrei- Ourense)



 ENCONTROS  POLIORCÉTICOS     


 Com coordenadas N 41º 57’ 29.34’’ e W 7º 27’ 47.6496’’, a implantaçom deste posto exigiria  algumha terraplanagem decorrente de um espaço em pendor, em declive, criando umha necessidade de baixorrelevo planimétrico, de afundamento rente ao chám. Poder-se-ía até tentar naquela época umha análise de cota, mas tudo indica que o que resta lá acima se nom corresponde com o forte ilustrado. Segundo fotografías feitas em 1957, o que alí se deteta é um fortim de 5 bastions bem mais pequeno e surdamente arrasado, desmantelado. O feito de ter sido desenhado em Chaves revela a curiosidade de um Miguel Moreno polo corredor geográfico de Verim e Chaves, polas eventuais falhas na defesa do lado galego e, induvitavelmente, polo artelhamento dumha poliorcética local. Aparentemente idealizado, corresponde-se com umha planimetría de aparato, factível, presente en dezenas de cartas setecentistas e que relembra-nos os afazeres profissionais de centenas de engenheiros através do conhecimento, das tintas e aguadas, do plano propositado e exacto. Um forte com través é algo de nota (15 través ou traveses, dispostos geométricamente  apesar do seu número ímpar e ao longo dos caminhos cobertos, é algo de invulgar nesta geografía). 


 O engenheiro Miguel Moreno já em 1748 fazia obra em Gerona, relativamente a paiols, levantando plantas e perfís e ensaiando junto de outros projetistas bóvedas catenarias e elipsoidais para melhor protecçom da estrutura toda. Em 1763 era coronel e empreendeu obras várias em Catalunha: Castelo e praça de Cardona, praça de Tortosa, contorno da Seu de Urgell, o plano do Quartel de Mediodia de Barcelona (em 1774) ou o reforço das Atarazanas, com 2 meios baluartes nas portas de S. Francisco e Sta. Madrona e um parapeito fusileiro em altura. O Principado foi alvo escolhido pola Monarquia Borbónica para o seu desenvolvimento e a sua militarizaçom. Os tempos mudarom e impunha-se a prevençom, a Nova Planta, a centralidade e um pouco por todo o lado, o fim das autonomías passadas.   

 A importância de Miguel Moreno radica em ter sido um dos colaboradores de Juan Martín Zermeño, autor de obras militares como Sam Ferrán de Figueres, umha das fortalezas maiores de Europa. Inclusivamente, foi testamenteiro do grande mirobrigense, junto  de Pedro de Lucuze e outros. A obra possível no Alto de S. Salvador ficou afinal  em “águas de bacalhau”, mas revelou sem dúvida a importancia do corredor Verim/Chaves. Casualidade ou nom, este Alto controlava Medeiros num corredor visual libre de 9,80 quilómetros que tinha por limítes A Salgueira, As Chás e Oimbra. Foi-nos revelado no Castelo de Monterrei da existência bem provável de um forte em Tamaguelos. Da mesma maneira, o Alto do Circo, com os seus 695 m. condiz com o próprio Alto de S. Salvador e controla perfeitamente o Castelo de Monforte do Río Livre (aliás, Torre de Santo Estêvao, na encosta). Especula-se com nomes como Outeiro Seco, umha atalaia mais ao norte desse lugar. Também, em Madalena (Outeiro do Forte), Milmanda, Caridade, Cruz do Grou, San Millao, por causa dumha toponimia indicadora que pode, com efeito, dar “dicas”. 

RPI.

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