PATRIMONIO
Forte de Medos, nom protelem mais a sua recuperaçom
José Buiza Badás
Esta obra militar de torrom, feita entre 1663-1664, para vigiar a movimentaçom e escaramuças no corredor Tui - Goiám, logo após a ocupaçom desta última vila polos portugueses o día 26 de Outubro de 1663, coloca questons prementes que nos fagam reflectir sobre o estado actual destas obras, consideradas hoje como de segunda categoria. Treze anos depois de se iniciarem as primeiras pesquisas e trabalhos da Fortrans, da sua sistematizaçom tendo por base a recolha exaustiva e o repositório apuradíssimo, fai –se urgente instituir algo semelhante à Inspeçom do Património nos locais abrangidos pola intervençom. Portanto, esta analise traria ao de cima a situaçom real desses recintos tendo por base umhas planimetrias que nom som dissemelhantes: Reducto, Obra coroada e Hornaveque, basilarmente. Embora haja outras de umha maior singeleza.
O Forte de Medos tem reducto e Obra coroada num espaço duns 80.000 m2 e com umhas coordenadas de 41.973579 de Latitude e 8.769385 de Longitude. O espaço para os apetrechos, a tropa e edifícios habitacionais teria de feito só uns 5.000 m2. Este imenso enclave pode dar conta da sua extensom se comparado com o campo de jogos colado a ele, que tem umhas dimensons de 100 m. por 75 m. e portanto umha área de 6.500 m2., resultando numha superfície sensivelmente inferior à do forte.
Do fosso sul esquerdo ao fosso sul direito contam-se 435 m., numha primeira secçom A. Do baluarte esquerdo sul ao baluarte direito sul som 375 m. na linha recta dumha secçom B. Ainda, do caminho coberto norte ao fosso mais meridional tensa-se um comprimento de 412 m., nessa incrível nova secçom C. odavia, esse imaginário trapézio composto de bastions e cortinas soma medidas impressionantes que, somente no perímetro externo atingem a cifra de 800 metros ao total: 350 m. os lados fictícios poligonais Este e Oeste, juntando-se-lhes mais 500 metros desses outros panos murários Suleste e Suroeste.
Por outra banda, o reducto inserido nesse polígono todo perfai novas geometrias ligadas ao puro paisagismo, a que lhe é associado o próprio forte: 180 metros entre baluartes principais, virados para o Suleste e Sudoeste, marcam perfis gerais para um plano aéreo hoje plenamente actualizado.
O reduto tem 2 baluartes e angulaçons traseiras; a obra coroada tem 2 baluartes e 1 semibaluarte. Puido ter entrincheiramentos complementares. Há também fossos delimitadores e caminhos cobertos que é preciso reaver. Caminhos de terra batida, cobriçom de alguns fossos, arvoredo e silvado esparso, tal como novas construçons para moradias, a rivalizar na desfiguraçom de linhas e tracejados murários, justificam um PXOM revalidado e interveniente, como tem vindo a acontecer em termos gerais. Os campos de kiwi, para já, absorverom umha meia lua e as Normas Subsidiárias Provinciais bem como o Catálogo de Planeamento Municipal de Tominho figerom conta da existência dumha inventariaçom do forte e de intervençons salutares que avaliarom o estado de saúde deste. Ora bem, temos que ultrapassar essa fase para, a seguir, non ficarmos conformados com que os kiwis “conservam” o perímetro da obra coroada (?!?!). Isto, segundo entendo, nom tem assunto nengúm.
R.P.I.

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