23 de xan. de 2016

A GUARDA

PATRIMONIO

Poliorcética para miúdos e graúdos

  Porta da Vila, na Fortaleza de Santa Cruz (A Guarda)
Foto: Infogauda


José Buiza Badás


 A Castellologia tem-se manifestado como umha excelente ferramenta de concretizaçom de pedagogias  abertas à comunidade. O “interface” escola-comunidade tem recuperado, se bem pontualmente, espaços de aprendizagem e de interconexom nesses âmbitos físicos próprios, específicos, onde se  interpretam  acontecimentos históricos e conhecimentos arquitectónicos. As fortificaçons som passíveis de abranger ramas do conhecimento onde urbanismo, arquitectura e advir histórico  andam de mans dadas. Umha fala nova, umha temática nova que tece transversalidades entre passado e presente. As preexistências físicas prendem-se do  facto delas estarem unidas a ocorrências passadas e a sociologias de tempos recuados que nom convém esquecer. As historias locais ligadas ao urbanismo militar som parte fundamental de cada lugar, da memória das populaçons. Qué melhor álibi para estudá-las  ?

 A escola tem que fazer conta de que a poliorcética interessa e educa. Disciplinas que comportam fastio e chatice, aborrecimento, podem ser implementadas portas afora da escola. Muitas histórias da Guarda expor-se-íam nestes espaços para umha aprendizagem compartilhada e relaxada. A determinaçom física de muros e baluartes se coaduna com um olhar calmo, diferente desses outros cubículos de certo rigor e obrigatoriedade como som as salas de aula. Os recursos poliorcéticos emparelham um aprendizado vário que enlaça saberes geográficos e históricos, matemática aplicada, geometria, ciência ambiental e física, etc., resultando em complemento inefável das antes citadas salas de aula. Também, da mesma maneira, insistirmos que aquelas liçons ministradas em locais museísticos podem ir ao encontro da Escola, através de explicaçons, de jogos lúdicos, etc.. Em Pamplona fiquei impressionado comprovando como os fins de semana, já presentes os pais e familiares, as crianças competiam em corridas, circunscrevendo caminhos de ronda, percursos, ou desfrutavam da magia de espectáculos luminosos. Assim sendo, os graúdos acudiam a espectáculos de dança e outros. Isto, por força, tece sentimentos de comunidade, de interligaçom entre pessoas condicionadas polo quotidiano frio, indiferente e insolidário em que querem mergulhar-nos. Confere-se que nestes recintos militares constroem-se sentimentos de verdadeira cidadania, de interesse por matérias que se supunham próprias de iniciados. Mas isto nom é assim de maneira nengumha. Este combinado de valências e conhecimentos redobra os seus efeitos se conjugássemos com acerto umha calendarizaçom de actividades ajeitada em que coubessem todos os protagonismos.

 Palestras programadas, exposiçons, estágios sobre castellologia, história local guardesa, concursos literários, teatralizaçom dinâmica e estática, quer fora, quer dentro do Castelo de Sta. Cruz, em simultâneo com outros espaços para essa mesma tarefa interpretativa, poderám fazer um bom travamento com as tradiçons locais, com o artesanato, o mar, etc.. O que importa é amalgamar eventos e protagonistas desses eventos. A gestom patrimonial é isso, expressom multifacetada, rigorosa e continuada no tempo abase de planos sólidos da própria gestom. A linha de flotaçom em Sta. Cruz passa por assentar uns fundamentos, uns alicerces baseados nos conhecimentos arquitectónicos e históricos da poliorcética e  a avaliaçom do grado de interesse das populaçons que, entretanto, interagem com aquilo que se lhes oferece. Manter ratios e  condiçons para umha acolhida que a todos enriqueça, sem cairmos em improvisaçons que tanto condicionarom à pertinência dos centros interpretativos.

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