6 de out. de 2015

CULTURA

30 Anos do Aro Arqueológico de Lovelhe

Fortaleza de Lovelhe-Azevedo (Vila Nova de Cerveira)
Imagem: Município de Vila Nova de Cerveira

José Buiza Badás

 Três décadas volvidas, celebram-se numha e outra margens do Minho os resultados obtidos na envolvente dumha fortificaçom, resultantes da pesquisa arqueológica faseada, hoje recolhidos em publicaçom impressa e apresentados num acto público do máximo interesse. 

 O passado 3 de Outubro, reunimo-nos na Antiga Casa da Câmara de Cerveira, no intuito de reaver todo esse trabalho através de palestras que versarom sobre o Comércio e Transporte de cerâmica no Noroeste Peninsular, sobre a Guerra de Restauraçom ou Aclamaçom de 1640-1668, nestas terras, ou tratando a temática plausível e prometedora do núcleo rural romano de Currás, em Tominho. Comunicaçons e pareceres interligados e coroados por umha fortaleza, a de Lovelhe-Azevedo, que deu honroso carimbo a esta iniciativa e esta homenagem. 

 Rematando estas intervençons, cumpre sublinhar a apresentaçom do livro estrela que versa e transcreve ao pormenor a história destas excavaçons. A intervençom do Professor Carlos. A. Brochado de Almeida, um  dos  autores junto da Dra. Paula Ramalho, foi brilhante e incisiva, como é hábito nele, fazendo nota de  pormenores e interrogantes subsequentes a cada incidência, a cada registo que surgisse ao passar de experiências práticas no terreno. 

 "Memôrias Arqueológicas do Forte de Lovelhe, 1985-2015", da autoria do Dr. Brochado Almeida e da arqueóloga Paula Ramalho. 
Imagem: Município de Vila Nova de Cerveira

 A “Memória  Arqueológica” foi do maior interesse, quanto mais nom seja por criar condiçons para umha candidatura compartilhada entre arqueólogos galegos e portugueses na procura de financiaçons comuns que possam abrangir espaços de fronteira. Falamos dos sítios de Currás-Lovelhe como depositários de verbas que evitem, na sua aplicaçom, lapsos ou intervalos incomportáveis à hora de retomar trabalhos e campanhas de  excavaçom. Assim foi exprimido polos professores Fermím Pérez Lousada e por Silvia González  Soutelo,  da  Universidade  de  Vigo.

 Também, os Professores D. Rui Morais ou o D. Jorge Araújo, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, notabilizarom-se pola palestra fluente, preenchida e até irónica, deliciando aos assistentes. Eventos como estes demostram a necessidade de criar um efectivo “interface” patrimonial, transversal, a todos os títulos, que dê prevalência ao factor fronteiriço e à gestom multifacetada.

 O  palco destas temáticas todas voltou a ser umha fortaleza. Colmatar umha gestom plural e coesa da cultura e o património minhotos advém natural premência, tendo como objectivos a Acumulaçom de experiências e a Uniformizaçom  de  objectivos.

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