30 de ago. de 2017

PATRIMONIO

11º Seminário Internacional de Arquitetura Militar, em Almeida


ENCONTROS  POLIORCÉTICOS 

 Almeida foi de novo palco excelso para nos reunir outra vez e dar fôlego a este meritório  Seminário, titulado “Fortalezas Modernas e Identidades Nacionais. Logo após uma década de encontros organizados pelo CEAMA (Centro de Estudos da Arquitetura Militar de Almeida), impressos dezasseis números da sua revista oficial e contando com a aderência da revista pacense “O Pelourinho”,  companheira inseparável desta empresa poliorcética, vivimos uma fase de intensificação comum de afazeres centrados na Candidatura à Unesco de quatro fortalezas raianas. Observadores da Association Vauban estiveram presentes, como também peritos de dez países, apresentando-se mai de quinze Comunicações ao longo das sessões. 

 As novidades centraram-se na bifurcação deste Seminário para a Ciudad Rodrigo, no Palácio dos Águila, onde mostrar-se-iam os esboços da novíssima Carta Internacional sobre Fortificações e Património Relacionado, promovida pelo Comité Científico Internacional do ICOMOS- ICOFORT. Trata-se de um documento importante que tenciona coesionar a mensagem castellológica no sentido de dar prevalência às componentes poliorcéticas, libertando-as de falsos amigos. Os assistentes, entre os que se encontravam o Presidente da Câmara de Valença do Minho e  Encontros Poliorcéticos, ficaram um tanto desapontados com a fraca presença de gente minhota. Presentemente, pervive a atomização e a descoordenação no Minho. É chegada a hora das correcções. 

 Tocou-se entretanto a temática das identidades nacionais, dando lugar a um apaixonante debate, acesso até, onde reviu-se o comportamento dos que também aplicaram o sesgo político ao campo dessa mentada poliorcética. Falamos da atitude de “Les Fortaleses Catalanes”, onde convivem posturas quase que antagónicas numa  associação cultural privada, instituída no ano de 2002 e regada de subvenções da parte da Generalidade da Catalunha. E fizera-se menção, em “petit commité”, das praças de Ceuta, Melilla, de Olivença, Gibraltar, etc.. 


 Finalmente, sublinhar o carácter que se deu à Comemoração do Cerco de Almeida, perfeitamente cingido a esses factos históricos, com içar de bandeiras e homenagens várias, teatralização e presença do próprio Presidente da República portuguesa, Sr. Marcelo Rebelo de Sousa. A realidade raiana faz-se cada vez mais tangível, mais necessária; os estudos e investigações adensam-se a um e outro lado da fronteira. São mais os curiosos e estudosos que se achegam a este fenómeno, gerando massa intelectual a falar de Património. A Guarda galega poderia tirar imenso partido disto.     

30 de Agosto de 2017

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