27 de abr. de 2017

VILA NOVA DE CERVEIRA

PATRIMONIO

Novos apontamentos sobre a Bateria de Lovelhe (2ª parte) 


 ENCONTROS  POLIORCETICOS   

 Para evitarmos possíveis desabamentos parciais no talude era urgente fazer um preparativo atempado das acções que neutralizem definitivamente o entranhamento de raízes. Embora a diagnose atual fale de um aparelho geral consolidado e estável, eucalipto e mimosa, designadamente, são causantes dos danos de maior vulto e prever-se-á, por isso, uma  dessecação inicial da raiz e o posterior corte das zonas troncais, por pouco calibradas que sejam. Dessa maneira, o emplecton não sofrirá com desnecessárias e perigosas extirpações, que só trazem riscos acrescidos de dessolidarização. O corte dar-se-á na linha imaginária do paramento, sem saliências antiestéticas. Por outra banda, as trepadeiras comportam um problema muito menos peremptório, ainda que façam verdadeiro jus de cobrir tudo quanto é sítio. Assim, o cordão ou linha magistral aparece desnaturado nalguns troços, invisibilizado até, sendo que a trepação não intervinda gera com o passar do tempo caules cada vez maiores, sólidos e  esistentes. 



 No relativo à faia que está lá plantada, na cisterna, não se justifica a sua permanência. Não fornece protecção nenhuma à bateria, antes bem impede o seu arejamento, a sua visibilidade e a sua imponência física. Trata-se duma verticalidade que lesa a própria integridade do enclave militar até diminuí-lo. Também não serve invocar a lenda ou o mito, sendo de sublinhar a sua posição independente, isenta. Cuidados de maior poderiam inspirar as suas raízes, precisadas de uma dessecagem prévia ao corte faseado da totalidade do tronco e ramas. Corte criterioso, monitorizado, que evite o contacto com o poço que a circunscreve (50 cms a separam), de modo a não danar a sua alvenaria e a cantaria do falso brocal.

Novos apontamentos sobre a Bateria de Lovelhe (1ª parte)

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