23 de xan. de 2016

ZAMORA

PATRIMONIO

Carbajales de Alba e a sua fortificaçom

O forte de S. Carlos de Carbajales de Alba

José Buiza Badás

 Nos antigos territórios leoneses fronteiriços com Portugal integrados definitivamente na fronte castelhana dos Austrias, destacam fortificaçons que derom contributo vigiante aquando os conflitos raianos com o Reino vizinho. Puebla de Sanabria, Alcañices, Torregamones, Carbajales, Castrotorafe, Zamora,  Fermoselle, Ledesma, Sobradillo, San Felices de los Gallegos, La Concepción, Ciudad Rodrigo ou Albergueria de Argañan, com recintos medievais ou reformas bastionadas, determinarom a Fronteira de Castela já na época filipina. Linde que constava também na contrastada posiçom de Badajoz perante Elvas e perto de Juromenha, Marvão ou Olivença. No sul andaluz relativamente as defesas algarvias de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

 O forte de S. Carlos de Carbajales de Alba tem sido um achado, antes bem, umha recuperaçom material impressionante, dado o estado em que se encontrava; constitui por si só a prova de que se podem recuperar dezenas de fortins de campanha, ainda que muitos cépticos podam dizer que nom. Este forte samorano que  tanto aprecio, leva-nos a um emocionalismo e a umha vontade patrimonial renovada. Está na minha terra castelhana e leonesa. Radica num lugar de ricas arquitecturas populares, das quais tanto aprendemos. Assim, o forte de S. Carlos tem categoria de Monumento desde que foi redigida a Resoluçom de 6 de Fevereiro de 2008.  Antes, por aplicaçom da Disposiçom Adicional  Primeira da Lei 12/2002, de 11 de Julho de Património Cultural de Castela e Leóm, reafirma-se o seu carácter de Bem de Interesse Cultural.

 Nas excavaçons de 2002  abrirom-se os leitos originais do fosso, determinarom-se as linhas planimétricas, de molde a identificar as cortinas e o seu estado de degradaçom e também para analisar os baluartes de Portugal, de Sam Amaro, de Sta. Engrácia e o de Penhas Coronas, assim chamados, no polígono médio.

 O seu polígono externo quase rectangular, desenhado polas suas contraguardas, e semelhando umha estrela  de quatro pontas e quatro redentes-revelins, abriga umha planta centralizada de 4 bastions onde aplicarom-se os forros das alvenarias ordinárias  em xistos pardos e escuros. Os 145 m. entre ângulos flanqueados  dos bastions Noroeste e  Suleste, bem como os 150 metros entre os do Bastióm Noreste e o do Suroeste, revelam umha regularidade tangível. A distância entre os vértices das contraguardas é de 210  m. na diagonal Noroeste-Suleste e de 200 m. entre a do Noreste e Suroeste. O  bastióm Noreste tem um maior comprimento, umha maior aresta, sendo sua  bissectriz de 40 m.  e tendo umha angulaçom de 60º graus. No bastióm Noreste, a bissectriz é de 34 m. e a angulaçom   60º graus. Os 32 metros de bissectriz do baluarte Suroeste e o seu ângulo no vértice de 60º graus tem semelhança com medidas registadas no bastióm Suleste.

 A área do recinto  interno é de 3.960 metros quadrados, sendo indicada pola regularidade no comprimento das cortinas, de 60 metros cada umha. Som cortinas desagregadas, designadamente a perpendicular à ponte do fosso. Notam-se os amontoamentos de terra e as terraplanagens feitas que o tempo levou e que, no  entanto, nom falharom na concretizaçom das linearidades. Este forte já  estava pronto em 1647, mas em 1707 reconstruiu-se e em 1714 acrescentam-se obras de alargamento dos baluartes. 1770 determina neste rosário de datas a ruina do emprazamento. Ainda assim, conta-se que tinha nos finais do século XIX umha guarniçom de militares lá dentro. Segundo consta de cartas e mapas militares, a praça de armas continha o espólio da velha igreja templária, o barraco do Governador, barraco de oficiais e tropa, um poço e também um haprisom militar e um hospital.

R.P. Intelectual

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