20 de xan. de 2016

VALENÇA DO MINHO

PATRIMONIO

A Candidatura valenciana a Património da UNESCO

Fortaleza de Valença do Minho

 José Buiza Badás

 Folgo em saber a notícia porque Valença o merecia. Mas também, sinto-me um bocado triste por este evento nom for compartilhado com vilas vizinhas o Minho nambas margens do rio. Este acometimento nom é novo, tentando-se alguns anitos atrás e reflectindo iniciativas parciais que, talvez, rompam actuaçons conjuntadas e abrangentes. Nesse sentido, Fernando Cobos Guerra  tinha a razom toda aquando lamentava essas iniciativas sem considerar a possibilidade disto mesmo ter-se feito através de subsistemas fronteiriços, compactos, que pusessem rigor, junçom e ciência ao dispor da própria candidatura.

 A pergunta paira no ar: Elvas, Marvão, Valença e Almeida pertencem aos sistemas alentejano, minhoto e beirám. Cómo é que se arquitecta umha candidatura tam genérica? Provavelmente a resposta esteja ligada à conceiçom lusa das fortificaçons para além de linhas e subsistemas compactos e bem pesquisados. Dito de outra maneira, as generalidades podem eventualmente esconder falhas de actuaçom, desleixo, adiamentos nas atitudes preventivas e de imediata salvaguarda, etc..  Todos gostamos de ser reconhecidos neste tipo de candidaturas e os concelhos contemplados torcem por isso, visto que nem as auto-estradas ou Itinerários Principais tiram-lhes da interioridade económica e populacional, da estagnaçom ou do caminho encostado.

 As Fortalezas Abaluartadas da Raia, tal é o nome dessa candidatura, fai jus de representar umha linha portuguesa de actuaçom. Isto se traduz em opçons próprias que nom contemplam outras realidades absolutamente enriquecedoras para cada um dos subsistemas que classificam e dám corpo a toda a fronteira bastionada ibérica. Temos sistemas minhoto, transmontano, castelhano-leonês, extremenho e andaluz onde o trabalho de investigaçom se afigura gigantesco e urgente e onde ter-se-ám de esclarecer até subsistemas que já forom estabelecidos na fronteira do Minho, por exemplo.

  Igualmente, isto vai revelar um momento iniciático na sistematizaçom toda das Raias secas e fluviais. O mundo poliorcético só começou a sua caminhada há relativamente pouco tempo. Prova disto será a própria candidatura lusa na Unesco. Também, seja dito, denotar-se-á umha desconexom nos objectivos comuns, umha  falta de estrategias compartilhadas na própria Fortrans, como se tem conferido na actualidade. Pessoas de valia, reconhecidos autores nom som condizentes com os seus homónimos portugueses. Às vezes nem se conhecem pessoalmente. Era bom reaver isto, reequacionar isto entre todos. Fai falta modéstia e profissionalidade nas tarefa que só podem ser participadas, alargadas e de carácter universal. Se a Deputaçom de Pontevedra quisesse coligar-se nestes empenhos com o Alto  Minho, excusando solucions parciais e localistas, até poderia principiar e liderar um trabalho de necessário e mútuo benefício. Por exemplo, esta instituiçom vai orçamentar algum posto de trabalho no futuro Centro Interpretativo da  Guarda sob o nome de “Animador Cultural”. Pessoalmente acho que tal qualificaçom nom seria a correta; antes bem, Gestor Cultural, dada a extrema responsabilidade que exige tal funçom, tal vaga laboral. Trabalho, empenho e conhecimento som constantes que validarám este Centro Interpretativo das Fortificaçons.

  A actuaçom da Comissom Portuguesa na Unesco traz ao presente um problema de “interface” entre pontos fortificados, umha falta de complementariedade entre concelhos com os mesmos e legítimos interesses e a constataçom de que atravessamos por um momento de indefiniçons. Sem embargo, dou os meus parabéns à Valença e aos valencianos.

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