Forte de Sam Lourenço, em Goiám
Maqueta do Forte de San Lourenzo, feita polos alumnos do CEIP Pintor Antonio Fernández, de Goián, con motivo do Proxecto Didáctico da Fundación Antonio Fraguas, do Museo do Pobo Galego do ano 2012, exercendo de Magíster Muri, Antonio Fernández Bahamonde
Foto: Infogauda
José Buiza Badás
Esta aproximaçom ao Forte Novo de Goiám é isenta e pertence à própria colheita. Já se figerom estudos sobejos da parte de autores reconhecidos e espero que este contribua para afirmar ainda mais o universo patrimonial minhoto.
A planimetria deste forte responde a umha praça de armas rectangular, nom quadrada, com 4 baluartes e mais três revelins, fosso, escarpas, contraescarpas e glacis. Os quatro bastions e as quatro cortinas somam um perímetro de 678 metros. A área do recinto interno é de 6,650 metros quadrados. Da mesma maneira, para facermo-nos umha ideia das suas dimensons, dizer que a distância entre baluartes é a que segue: Bastiom de S. Lourenço-Bastiom de S. Diego tenhem umha linha capital de 225 m. norte e sul; os baluartes de S. Joám e S. Tiago, no entanto atingem um comprimento de 200 metros. Ademais, as bissectrizes dos ângulos flanqueados nom coincidem na projecçom diagonal. Portanto, o polígono interior é rectangular e aquele outro polígono exterior forma um octógono a abraçar umha estrela de 7 pontas.
O revelim maior fica a frente da ponte e entrada principal, sendo a sua área de 3.600 metros quadrados. A sua recuperaçom, junto de outros panos murários e revelins, criou umha polémica em Tominho que acendeu os ánimos e que fijo fronteira entre patrimonialistas ditos oficiais e esses outros postergados e condenados ao silêncio sistémico. As fiadas de tabuleiros inos e longos a insinuarem um revestimento só tenhem justificaçom por causa dos gavions internos alí presentes. Todavía, os espeques que sustentam o baluarte de S. Diego ainda seguem lá. A zona ZEPA demostrou que muitos “pareceres técnicos” som álibi perfeito para um mau desempenho da gestom patrimonial. É sempre igual, “farinha do mesmo saco”.
Feito este comentário, vamos analisar umha ponte de 5 arcos, com guardas em meia cana a modo de corrimans, tabuleiro e aparelho de peças bem concertadas. A porta, da sua vez contém os seguintes elementos: porta com inscriçom central e dous escudos (nom vamos repetir nem a heráldica, em o conteúdo do que está escrito).
Arco de volta perfeita com aduelagem de 7 peças e ombreiras de 5 e 6 elementos, respectivamente. Trânsito esviado, capialçado conforme entramos ao recinto, dividido em dous por causa do rastilho,com entrâncias adinteladas, macizadas a esquerda e direita. Intradós formado por um primeiro tramo de 55 peças de abóbada, em silharia, para além de um aparelho regular geral, com mochetas e telares, interrompido por arcos de fenda, paralelos, que dam seguimento a um segundo tramo com alvenaria ordinária vertical e 97 peças de abóbasa em silharia. O arco na linha da contramuralha tem 17 aduelas e 2 impostas. De sublinhar, os sálmeres, rins, contraclaves,...
As contramuralhas, de escasso paradós, estám feitas em aparelho ordinário, irregular. Da mesma maneira, há diferentes empreendimentos murários na parte externa, em parapeitos e taludes, respondendo a diferentes tamanhos, regularidade, empilhamento e até cronologia. Som maiores os aparelhos do parapeito, por exemplo. Algumhas obras de restauraçom, abase de grandes peças e ripiado ou rachas, talvez nom sejam as mais felizes.
Vamos descrever aquela poterna situada na cortina Suroeste, com umha pequena porta quadrangular, adintelada que dá acesso a umha estância desde donde a tropa fazia escaramuça ou movimentaçom. Com 4 m. de largura e 6,50 de comprimento, feita em silharia, com 6 escadas em ascenso e descida, apresenta uns rebaixes que falam de cadeado levadiço frente ao fosso.Também, salientar o umbral com a inequívoca pegada do eixo ou quicial que mostra a robustez da porta que lá houbo; sem esquecermos as peças curvas regulares em altura a perfazer um arco.
A relaçom nominal de dependências refere a Casa do Governador, do capelám e oficiais, a capela, quarteis, paiol, padaria e refeitório, armazéns e estábulos e 2 poços. Aquel poço coberto por abóbada está na contramuralha Noroeste e tem 3 metros de comprimento e 4 metros de luz ou largura. Há mais duas estruturas ligadas a condutas de água ou mesmo passadiços, umha ao pé do revelim Suroeste e outra junto ao revelim Noroeste. Para além disso, temos na cortina Suleste um pequeno túnel que poderá eventualmente responder a funçons de movimentaçom.
(Continuará)

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