3 de xan. de 2018

A GUARDA

PATRIMONIO

UM OLHAR RETROSPETIVO SOBRE O PLANO NACIONAL DE ARQUITETURA DEFENSIVA 


 ENCONTROS   POLIORCÉTICOS    

 Os Planos Nacionais de património decorrem de transferências efetuadas às regiões espanholas nessa matéria. Foram impulsionadas pelo Instituto do Património Cultural (IPCE ), tendo na Lei 16/1985 de Património Histórico Espanhol o seu basamento legal. Estes Planos subdividiram-se apartir de 1987 nos aplicativos "Catedrais" e posteriormente, primeira década do século XXI, nesses outros denominados "Património Industrial", "Abadías, Mosteiros e Conventos", bem como "Arquitetura  Defensiva". Os anos de 2010 e 2011 procede-se a uma revisão crítica de todos estes e mais outros, sendo que em 2012 estava quase pronto o Plano Nacional de Arquitetura Defensiva. Nessa altura, já estavam a fazer asneiras em Santa Cruz (ver forros paramentais na cortina do Socorro, nos flancos e faces do Baluarte da Guía e outros pontos).   

 O espíritu daquele documento chamado "Carta de Baños de la Encina", aprovado no mês de Outubro de 2006, não teve efeito benefator nenhum ou muito escasso (vejam a inaplicação dos Programas de Muralhas Urbanas, por exemplo), obrigando uns e outros a novas revisões críticas, derivadas da descoordenação dos agentes intervinientes e do intrusismo intolerável  de promotores e construtores. Anos volvidos, temos na Guarda a grande vergonha que todos conhecemos. Entretanto, confía-se desde a Subdireção Geral de Proteção do Património a inventariação de todos os bens imóveis da arquitetura defensiva à Associação Espanhola de Amigos dos Castelos, em formato de Catálogo Nacional e inserido num Plano Nacional. Tal organização será a base da chamada Carta de Riscos a nível geral, determinando futuros investimentos.    

 As disposições recolhidas na "Carta de Baños de la Encina" visam dar preeminência ao fator CONHECIMENTO, que, no caso de Santa Cruz, dota-se de um Plano Diretor más não de um Plano de Gestão Cultural.  Santa Cruz está isolado e muito mal gerido, não sai da estaca zero e parece não sincronizar nem sequer como subsistema. São 17 messes de seca quanto a comunicações ou palestras, com evidentes sinais de gestão embaratecida e forreta, visando antepor antes de mais nada versões ideologizadas que nada têm a ver com a castellología. Cria-se uma Rede de Museus que não é tal (onde estão as coleções no Centro Interpretativo?...), etc.. Resumidamente, faz-se troça de tudo e de mais alguma coisa, afigurando-se perante nós o mais tangível esperpento, a incompetência manifesta.

 Para além dos itens "Paisagem Cultural" (na Guarda estamos a falar de castração pura e simples dessa paisagem),  "Memoria Histórica" e "Arquitetura defensiva e povoamento", elencamos o "Funções e usos" (inexistentes por causa da ausência de um projeto real de gestão). Ademais, caso houvesse resto algum desse projeto, reserva-se sem mais a faixas de população partidárias, "inclinadas", estabelecendo uma diferenciação de públicos, focalizando-os, impondo um comissariado político ridículo que pede demissões. Das cumplicidades é melhor não falar... Igualmente,  pussemo-nos em contacto com o Registo Geral da Xunta em Pontevedra, solicitando celeridade no caso das raízes e tocões (Entrada 117251/RX 2571953).

Ningún comentario:

Publicar un comentario