25 de set. de 2019

OIA

PATRIMÓNIO

Considerações paisagistas em Oia


(50ª parte)


ENCONTROS  POLIORCÉTICOS / Oia
 
 Políticas contratuais revelam pouca disposição das administrações várias para o estabelecimento de autênticas realidades paisagistas, postas em valor por uma normativa amadurecida relativamente às realidades ambientais e culturais. Políticas contratuais estão a fazer jus à turistificação mais incompreensível do corredor Baiona-A Guarda, instituindo aos poucos e poucos um "continuum" de modelos vindos de Nigrán, Ladeira, Patos, Monteferro, etc.. Políticas  contratuais, de cedência,  significam diminuição de verdadeiras e previdentes políticas da paisagem. Cedemos, renunciamos perante a deformação pura e simples de âmbitos e envolventes.

  Uma coisa é certa: "Kaleidos" não tem na manga panaceia alguma. Aparente "harmonização" de um espaço próximo do mosteiro adveio erro de vulto que não poderá ligar com coisa nenhuma. Trata-se de uma ATELIERIZAÇÃO de um ambiente bem preciso,  religioso,  que sirva de falso companheiro para o implante e a TIJOLIZAÇÃO de um terreno preexistente que, no momento atual está em Zona de Amortecimento. Ou devia  está-lo. Desde o mar, atenção Feijóo, vê-se uma futura urbanização não condizente com um monumento nacional.  Vinte  monstros "fazer-se-ão" ao mosteiro, adulterando uma naturalidade e autenticidade paisagista que NUNCA NECESSITOU DE CÂMBIOS ARTIFICIAIS. Eis o discurso realmente patrimonial, aquele que está despindo interesses obscenos e encontrando ATORES PRO-DESFEITA inusitados. Estamos, é claro, a falar de Expropriação, da necessidade premente  de expropriar mosteiro e a sua envolvente. Centralidade do problema não quer  falsos amigos.

 Meteram na gaveta toda consideração paisagista. NÃO SE RESPEITA CONVÊNIO EUROPEU DA PAISAGEM.  FALA-SE DA PAISAGEM DE ÁNIMO LEVE, COM GRATUITIDADE. Atores envolvidos utilizam imprudentemente versões incorretas dessa paisagem.  Futuro desta ficará em  maus lençois, garantidamente. Mosteiro de Oia é assunto de todos; sobram localismos de ocasião ou armazenamento tresloucado de falsos recursos culturais. Método concentracionário está a iludir e desconversar. Hoje, turistificação serve a interesses pontuais, de parceria, entre agentes locais, entidade promotora externa e apoios também externos,  borrifando-se para um  mosteiro que recupere os seus USOS SOCIAIS  E A SUA INDISCUTÍVEL QUALIDADE PAISAGISTA ATUAL. Referimos atualidade e futuro da mão da estrita legalidade, visto que os radicais, os verdadeiramente radicais, fizeram a  escolha errada. 

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