4 de maio de 2017

CAMINHA

CINEMA

Boletim da Sessão nº 295 

"O Vale Era Verde", de John Ford (1941)

Sexta-feira, 05 de maio às 21:45 no Auditório do Museu Municipal de Caminha


Locus Cinemae / Caminha

“O Vale era Verde” é uma adaptação da primeira obra de Llewellyn, um romancista inglês nascido em 1906 e que alcançara enorme prestígio com a publicação desse tocante e comovente drama. Esteticamente o filme tem o poder de encantar profundamente. Filmado com um belíssimo preto e branco, algumas sequências dispensam completamente os diálogos, já que as imagens falam por si só.
A sensível banda sonora de Alfred Newman, quase que como parte do elenco, faz-se presente em diversos momentos da trama, envolvendo ainda mais as cenas com emoção e ternura. O drama de “O Vale era Verde” dá-se  a partir do instante em que Huw Morgan (MacDowall em uma das interpretações infantis mais comoventes do cinema) despede-se doVale Rhondda (uma pequena vila mineradora no País de Gales) por volta dos sessenta anos de idade.
Nesse momento, ele passa a relembrar detalhadamente sua infância naquele local, trazendo à tona reminiscências vividas por ele e toda sua família, incluindo seu dedicado e tradicional pai Gwilym (Crisp), sua doce mãe Beth (Allgood) e sua irmã Angharad (O’Hara). Com o orçamento em torno de US$ 1,25 milhões, o filme rendeu aos cofres do estúdio um satisfatório lucro com sua bilheteria que esteve entre as maiores do ano. Sua mensagem de paz, solidariedade e amor fraterno caiu como uma luva naquela sociedade temerosa com o alvorecer da Segunda Guerra Mundial. Vencedor de cinco Oscar, incluindo melhor filme e realizador , “O Vale era Verde” divide opiniões. Embora alguns o considerem merecedor dos prémios, outros criticam a academia pelo facto dele ter vencido o revolucionário “O Mundo a Seus Pés”, de Orson Welles (1915-1985), este que ainda hoje é considerado por muitos, o melhor filme de todos os tempos. Independente de ter sido ou não merecedor dos prémios, é certo afirmar que, dono de um charme absoluto, “O Vale era Verde” tornou-se ao longo dos anos uma obra-prima sem tamanho e dentre os filmes out-western de John Ford, é sem dúvida um de seus melhores filmes ao lado de “As Vinhas da Ira”.
 Fonte: (adaptado)

Oscar 1942 (EUA): Venceu nas categorias de melhor filme, melhor realizador, melhor fotografia em preto e branco, melhor direcção artística em preto e branco, e melhor actor secundário (Donald Crisp).
FICHA TÉCNICA:
Título original: “How Green Was My Valley”, 1941, EUA
Realização: John Ford
Produção: Darryl F. Zanuck
Argumento: Philip Dunne, baseado no romance homónimo de  Richard Llewellyn
Narrador: Irving Pichel
Música: Alfred Newman
Fotografia: Arthur C. Miller
Montagem: James B. Clark
Distribuição: 20th Century Fox
Duração: 118 minutos
FICHA ARTÍSTICA:
Walter Pidgeon …. Mr. Gruffydd
Maureen O’Hara …. Angharad Morgan
Anna Lee …. Bronwyn
Donald Crisp…. Gwilym Morgan
Roddy McDowall …. Huw Morgan
John Loder …. Ianto Morgan
Sara Allgood …. Beth Morgan
Barry Fitzgerald …. Cyfartha
Patric Knowles …. Ivor Morgan
Morton Lowry …. Mr. Jonas
Arthur Shields …. Mr. Parry
Ann E. Todd …. Ceinwen


Trailer de "O Vale Era Verde" de John Ford


Programação:
 
Maio 2017

Ciclo Grandes Realizadores
12 de Maio, “Alemanha Ano Zero”, Roberto Rossellini, 1948, Itália/França/Alemanha, Sessão 296 (M/12)
19 de Maio, “Noite de Estreia”, John Cassavetes, RFA/EUA, 1977, Sessão 297 (M/12)
26 de Maio, “Vencidos pela Lei”, Jim Jarmusch, EUA, 1986, Sessão 298 (M/12)

Junho 2017

Ciclo Cinema Italiano
02 de Junho, “O Milagre de Milão”, Vittorio de Sica, 1951, Itália, Sessão 299(M/12)
09 de Junho, “As Noites de Cabíria”, Federico Fellini, 1957, Itália/França, Sessão 300 (M/12)
16 de Junho, “Uma Vida Difícil”, Dino Risi, Itália, 1961, Sessão 301 (M/12)
23 de Junho, “Estrelas Vagas de Ursa Sandra”, Luchino Visconti, Itália, 1965, Sessão 302(M/12)
30 de Junho, “Deserto dos Tártaros”, Valerio Zurlini, Itália/França/R.F. Alemanha, 1976, Sessão 303(M/12)

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