Liliana Silva participou no XII Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa
O XII congresso organizado pela Associação Portuguesa de Recursos Hídricos está a decorrer na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e contou, hoje, com a participação da Presidente da Câmara Municipal de Caminha
Foto: MdeC
Infogauda/Caminha
A Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva, participou no XII Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa, um encontro que reúne especialistas, investigadores, responsáveis políticos e técnicos de diferentes países para debater os grandes desafios que se colocam atualmente à proteção, valorização e gestão sustentável das zonas costeiras.
O XII congresso organizado pela Associação Portuguesa de Recursos Hídricos está a decorrer na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e contou, hoje, com a participação da Presidente da Câmara Municipal de Caminha na mesa-redonda 1.
A participação de Caminha neste congresso assume particular relevância, tendo em conta a forte relação do concelho com o mar, os rios e a frente atlântica, mas também os desafios que o território enfrenta ao nível da erosão costeira, das alterações climáticas, da proteção das comunidades e das atividades económicas e da valorização sustentável dos recursos naturais.
Durante a sua intervenção, a Presidente da Câmara sublinhou que a gestão da zona costeira deve ser encarada como uma prioridade estratégica, exigindo uma visão de longo prazo e uma estreita articulação entre a Administração Central, os municípios, as instituições científicas, as comunidades locais e os diferentes agentes económicos.
“Os territórios costeiros estão na primeira linha dos efeitos das alterações climáticas. Não podemos limitar-nos a reagir aos problemas depois de eles acontecerem. Temos de antecipar, planear e preparar os nossos territórios para o futuro, garantindo simultaneamente a segurança das populações e a preservação dos valores ambientais, económicos e sociais que tornam estas zonas tão importantes”.
Liliana Silva destacou ainda a necessidade de reforçar a capacidade dos municípios para participarem ativamente nas decisões relativas à gestão da costa, defendendo que quem está no território conhece melhor as suas especificidades, os seus problemas e as necessidades das populações.
Para a autarca, as respostas aos desafios costeiros não podem assentar numa única solução. Em função das características de cada território, deverão ser ponderadas diferentes estratégias, desde a proteção e manutenção de infraestruturas existentes, à alimentação artificial de praias, à recuperação dos sistemas naturais e à adoção de medidas de adaptação que permitam aumentar a resiliência das comunidades.
“Não existe uma solução única para todos os territórios. Cada intervenção deve ser sustentada em conhecimento científico, em estudos técnicos e numa avaliação rigorosa dos impactos ambientais, económicos e sociais. Mas existe uma certeza: não podemos adiar decisões quando estão em causa a segurança das pessoas, a proteção do território e o futuro das nossas comunidades costeiras”, afirmou.
A Presidente da Câmara de Caminha chamou também a atenção para a importância de uma maior cooperação entre os países de expressão portuguesa, considerando que muitos dos desafios enfrentados pelas comunidades costeiras são comuns e que a partilha de conhecimento, experiências e boas práticas pode contribuir para encontrar respostas mais eficazes e adaptadas a cada realidade.
A participação neste congresso permitiu ainda reforçar a posição de Caminha enquanto território atento às questões relacionadas com o mar, os rios, a sustentabilidade ambiental e a adaptação às alterações climáticas, promovendo o contacto com especialistas e instituições que trabalham nestas áreas.
“Caminha tem uma identidade profundamente ligada ao mar e aos rios. Temos uma responsabilidade acrescida na defesa deste património, mas também uma oportunidade para transformar os desafios atuais numa estratégia de futuro. Queremos um concelho mais resiliente, mais preparado e capaz de conciliar proteção ambiental, qualidade de vida, atividade económica e valorização do nosso território”, concluiu Liliana Silva.
A presença da Presidente da Câmara Municipal neste congresso representa, assim, mais um momento de afirmação da importância de Caminha na discussão nacional e internacional sobre o futuro das zonas costeiras, reforçando a aposta do Município numa política de planeamento, prevenção e adaptação perante os desafios que resultam das alterações climáticas.
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